Mas o que me chamou a atenção foi o último (ótimo) texto que minha companheira de blog, Balzack, escreveu falando da morte do Michael. E, de lambuja, ainda falou mal do MEU corintia!!!! Confesso que o “momento revolta angelical” tomou conta de meu ser. Mas, pensando racionalmente e, tirando as paixões de lado, imagino o porquê de tocar na ferida desses assuntos cause tanta comoção.
Michael Jackson morreu. E, por mais que as pessoas tentem não se afetar por tal notícia, impossível não lembrar de suas músicas que marcaram tantas gerações, de sua dança que só ele sabia fazer, de seus inúmeros imitadores que não chegaram nem aos seus pés, de seus inúmeros escândalos públicos. Michael foi um pária. E como todo pária, é amado por milhões e odiado por muitos. É pop. É popular. Apesar de toda a imprensa e grande parte da sociedade condená-lo ao ostracismo em vida, em sua morte ele se destaca pra provar ao mundo a sua magnitude. Gostem ou não dele, a sua lembrança está em todos os lugares. Todos os argumentos de que ele era pedófilo, de que não fazia mais tanto sucesso, de que estava falido, mentalmente incapaz, acabam por ser embotados por um simples argumento – a sua popularidade. Muita gente chora, sim, a sua morte. Não porque ele fosse um exemplo. Mas porque ele foi, simplesmente, um gênio na sua arte. E isso é incontestável.
O Brasil, por sua vez, não podia deixar de ter seus párias. Balzack diz que, para ela, é impossível amar o Corinthians. Aliás, ela deveria dizer, em todas as palavras, que odeia o Corinthians. Sim, muita gente odeia o Corinthians. Mas muito mais gente o ama. Com paixão. Irracionalmente. E, como toda a paixão que se preze, não tem explicação. Não ganhou a Libertadores? Possui dirigentes e cartolas corruptos? Contratou um jogador obeso e decadente? Nada disso diminui a paixão do povo por seu pária. O Corinthians é pop. E, se não o fosse, seria simplesmente esquecido. Ou você já ouviu alguém dizer que odeia o Guarani ou o XV de Piracicaba? Só uma instituição tão popular sabe ser odiada por muitos, com a serena superioridade de ser adorada por inúmeras gerações.
A boa notícia é que o Timão não morreu. E não morrerá. Assim como o Michael. Porque ainda estão vivos no coração de um monte de gente irracional, inconsequente, e simplesmente APAIXONADA!
