quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cuecas-coroas

Gentis, sabe aqueles cuecas-coroas maras que a gente vê em filmes ou ao vivo mesmo, em locais mais chiquês, é claro, e a gente fica babando de vontade de dar uma (ui) de 'Uma linda mulher'?
Não me venham com migués e firulas de 'Freud explica' que num cola! Não é o caso.

O lance é que, geralmente, eles são ótemos. Sempre alinhados, seja de camisa ou mais despojados; papos mais inteligentes, sem saudosismos; viajados, sem ser pra Aparecida do Norte; já conhece o mínimo, pelo menos, das piras e manhas femininas; sabem escolher um bom vinho ou prato como ninguém; além de serem muiiiiito muiiiiito charmosos. Aiiii...
É claro que um cueca desse num cai na minha rede, nem do orkut, e eu nunca vou encontrar um assim nos butecos da vida que ando frequentando.
Tá bom mãe, eu sei que é o que você sempre me diz!
Então, não vou ficar reclamando de minha abstinência. Vamos falar do outro lado da cueca, quer dizer, da moeda: os cuecas-coroas-safadenhos!!
Eles dispensam apresentações. Se alguma de vocês tiver dificuldades, o que eu duvido, em identificar algum é só olhar ao redor. Sempre haverá um! Sempre sempre sempre.
O foda é que a baba deles nem aumenta o nosso ego e ainda acabam desvalorizando nosso passe. Ow coisinha enrugadinha da vó!
Como lidar com eles, uma vez que é impossível você não cruzar com um?
Segundo a tradição balzaquiana, a tática 'ignorar' não funciona com o ser. Você tem que dar (SEM duplo sentido) o mínimo de atenção. É uma forma de, digamos, caridade com a melhor idade. Mas sem fricotes! Tudo muito superficial, para o indivíduo não se iludir. E nada, nada mesmo, de piadinhas. Esqueça que você utiliza palavras de não tão alto calão. Esqueça blogs.
Sei lá, converse sobre a previdência social, Getúlio Vargas, a depressão de 30...
Nunca vire as costas pra ele. Eu sei que a maioria dos cuecas torcem o pescocinho pra dar aquela checada básica na parte verso da gente, mas a secada dos cuecas-coroas-passadinhos nos dessecam, nos fazem perder o rebolado de um jeito não-gracinha.
Se eles tentarem flertar contigo, dê uma de joana-sem-braço. Ataque uma pergunta do tipo: "O SENHOR está precisando de algum auxílio?". Não se esqueça da cara de caridosa. É um pouco sarcástico, mas... foda-se.
Esses tipinhos existem em diferentes modelos, porém com a mesma essência. Há os que se acham 'os experientes', que afirmam que você só ficará realizada e satisfeita se ele te der o trato merecido que nenhum cueca-gato jamais te deu! Essa estória de panela velha e comida boa, só lá em casa. Descordo! Conheço uns cuecas-recém formadas que dão show, galera.

Não, eu não me esqueci dos cuecas-coroas-chefes. Esses são os mais bizarros e sacanas. E assediam mesmo, com mais cuidado agora, mas sempre dão um jeitinho de tentar encostar (ai, que nojinho!). A sorte que somos balzaquianas e botamos a boca no mundo se eles se engraçarem conosco.

Nem em nossas famílias estamos salvas. Eu mesma tenho uns dois tios escrotos demais. Fora isso são os básicos: o tiozinho do clube, do bar, da escola, do posto... vixiiii aí vai longe.

O meu medo é que esses cuecas-recéns se tornem como eles. Eu, mesmo quando deixar a balzaquianice, espero não estar com um, já chegam as minhas rugas.

Então corram se houver qualquer sinal estranho em seus cuecas, isso pode ser terrível para as calcinhas futuras. Mas tudo isso não significa que devemos desprezar os cuecas-grisalhos-maras que podemos encontrar nesse percurso. Boa sorte, meninas!!

2 comentários:

André disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André disse...

Eu tenho amigos assim, caramba... vou ter q rever minhas amizades.