terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O PATRÃO NOSSO DE CADA DIA...

Queridos balzaks, não vou nem enrolar o post com o velho papo de que habitamos um país capitalista e as babozeiras conhecidas. O lance é que a maioria tem que ralar, isso é fato e até mesmo muito saudável, mesmo que seja pra matar trampo lendo blogs como esse.
Alguns têm algum privilégio em não terem patrões ou chefes, como os ditos autônomos, porém, o restante do mundo achará que é seu patrão, depois que um babaca inventou a história de “O cliente tem sempre razão”. E eles acreditaram.
Costumo dizer que há muita diferença entre patrão e chefe. Não quanto à hierarquia desses cargos, pois é a mesma, mas quanto à forma como lidam com isso.
Tanto um como outro vem de berço. Sabemos de longe quando uma criança nasceu pra ser chefe ou para patrão. O primeiro, é um líder nato, aquela criança que chama a atenção de todos de forma agradável, sem gritos, comanda a galera desde dentro do berçário. Ele negocia com os pais, aceita limites e acordos. Uma verdadeira raridade, um xuxu de criança.
O patrãozinho-criança consegue à base de chantagem emocional ou mesmo pensa que é obrigação de todos satisfazer todos os seus birrentos caprichos. Aff... interna na Suíça!
O phoda é que esses fedelhos crescem, geralmente não muito, mas crescem. E como seus pais o deixaram continuar patrão, é obvio que continuará nessa para sempre, assim como sempre vão existir empregados para eles.

É claro que existem os casos em que a pessoa segue toda uma trajetória para chegar ao tão almejado cargo, mesmo que tenha que puxar o tapete ou sacanear mesmo com os outros. São chamados de patrão-novo, com muitas características dos ricos-novos da história. Mas as atitudes e a ideologia entre os novos ou natos patrões são as mesmas. E isso tudo não é por grana não, além de apreciarem muito, mas a doença deles é por uma única coisa: O PODER!!! (ative seu botão suspense).
Sim, caras crianças, é uma doença, um vício onde uma pequena ameaça em perdê-lo pode trazer conseqüências desastrosas.
Costumo dizer também que empregados são para patrões e colaboradores para chefes. É claro que tive toda sorte de tipinhos deles e é fácil diferenciá-los:

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO: essa é a maior demonstração de viciados em poder. Não importa se a ordem do sujeito é racional ou idiota, você nunca vai conseguir argumentar. Se conseguir, ele vai bradar que você não tá a fim de trabalhar ou vai roubar sua idéia para conseguir mais poder. O patrão sempre vai achar que você não tem motivos para se preocupar realmente com a empresa. Se, por acaso, ele achar que sua sugestão é boa, ele não aceitará, para mandar você realizá-la em seguida.
Um bom administrador sempre ouve seus colaboradores, por isso o termo, pois reconhece que a pessoa conhece de perto o problema.

UMBIGO DO MUNDO: ele se acha o Superman, ou melhor que ele, quando a modéstia não atrapalha. Tudo tem que passar por ele, até as decisões mais banais, nada pode escapar de seus olhinhos ligeiros e sem seu parecer. O empregado pede autorização para trabalhar. Isso trava o trampo, quando não faz retrocedê-lo. Conseqüência: com a falta de resultados, você assume a culpa de ser improdutivo.
Eles querem cuidar de tudo, você apenas executa roboticamente suas ordens.
Caso verídico: tive um desses em uma loja de venda e manutenção de computadores. O cara parecia o Mestre dos Magos, deixava o enigma no ar e sumia num piscar de óculos. Quando aparecia clientes e ele não estava na loja (muito comum), ficávamos com cara de tacho, não dava pra vender um pad mouse porque o sujeito trancava tudo na sua sala.
Isso me lembrou uma canção infantil: “Ninguém podia testar memória, porque na oficina era a mesma história...”.
De duas uma: ou esse tipinho não confia em ninguém ou quer o mérito todo pra ele. E, claro, a empresa e você pagam o pato e os micos.
Outra trapaiada comum desses caras são as controvérsias nas ordens. Você nunca sabe se deve mesmo fazer a coisa da forma que o ser falou. Ele sempre vai mudar de idéia e sempre vai ser você que não entendeu.

E quando os chefes são vários? Daí fodeu, meus caros, não tenho nem um consolo ou conselho nesse caso, é fodeu e, nos momentos difíceis, fodeu de vez.

Daí você escolhe: vaselina ou departamento pessoal.

Mas eu me garanto! É claro que meu querido chefinho não se encaixa em nada disso que eu falei... não, não, de jeito nenhum... kkkk

2 comentários:

Alessandro Santos disse...

Haaa já tive patrão chaaato mesmo... mandava fazer uma coisa, e depois falava que era pra fazer outra. Atrasava o dia do pagamento de propósito. Falava merda no meu ouvido na frente dos clientes/fregueses.

O FDP nunca reconheceu o meu serviço. Ao contrário do outro chefe que te contei pelo MSN.

Quando crescer quero ser chefe. =D

Vanessa P. disse...

nossa o meu querido "chefinho" parece esse ai..........

"ou esse tipinho não confia em ninguém ou quer o mérito todo pra ele."

kkkkkkkkkkkkkk..entendeu né Balzaquiana..