segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cu doce




Se fazer de difícil proposital e excessivamente, vulgo “cu doce” é, sem dúvida, uma instituição feminina por excelência. Muito útil aliás, e por vezes, extremamente necessária. Saibam os cuecas leitores que nunca um cu doce é exercitado sem segundas intenções. Nenhuma mulher faz cu doce por medo ou sem querer. É tudo milimetricamente calculado. Mulheres são ardilosas. Sempre.

Ocorre que, muitas vezes, no afã de parecerem difíceis, as moças perdem a medida, e querem bancar a impossível. E aí começam a se sentir a última bolacha do pacote, sem perceber que é muito mais fácil pro cueca atravessar a rua e comprar outro pacote de bolacha.

Não estou falando pra você, mulher, sair dando pra qualquer um que queira te comer. Seus critérios sempre têm que ser mantidos, seja quais forem eles. Ocorre que existem certas situações nas quais a finalização da coisa – o sexo – é óbvia, mais do que óbvia, e se você tá dando corda suficiente pro cara, não reclame se ele quiser cobrar a sua parte no negócio.

O problema é que tem uma mulherada que age como se fosse a donzela na torre esperando o príncipe no cavalo branco e se acha tão importante e cobiçada a ponto de fazer o gazebo se submeter a atravessar mais de mil léguas, enfrentando bruxas e dragões para ter, finalmente, o privilégio de consumar o seu amor. Isso tá fora de moda, garotas!

Muitas dessas mulheres “difíceis” se pautam em livros de auto-ajuda estilo “Ele simplesmente não está a fim de você” e “Porque os homens amam as mulheres poderosas”, livros estes que estipulam prazos (?) para a primeira transa. Sim, eu li essas merdas, e sim, mulheres, além de vocês terem que obedecer prazos no trabalho, inventaram a moda de que você tem que ter prazo pra dar pro seu gato. Burocratizaram o sexo!

Mas na realidade, existem regras? Você tá a fim, o cara tá afim, existe a oportunidade e ninguém está sendo enganado... que mal há em aproveitar?

É como diz aquela velha canção: “Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem?” Não é mesmo?

Daí as pseudo-moralistas de almanaque vêm, em pleno século XXI, dizer que, uma mulher dar atenção aos seus desejos e matar as suas vontades é “feio”, é “fácil” e que isso faz os homens desistirem de “algo mais sério”. Ok, querida, vamos esclarecer então o que é “algo mais sério” pra você. Namorar? Casar? Comprar uma casa parcelada no CDHU com seu nome e o do gajo no contrato? Ter o filho primogênito com ele e dar o nome de “Júnior”?

Então, a partir de agora a mulherada só pode fazer sexo com homens que queiram “algo mais sério”? E se a própria mulher NÃO quiser “algo mais sério”?

Outra coisa, meu bem. Se você está saindo com um cara que te despreza porque você deu pra ele antes do “tempo certo”, sinto muito lhe dizer, mas o problema não é que você é fácil demais, ele que é um completo babaca mesmo! Fato. Homem de verdade, de verdade mesmo, não tá nem aí pra convenções sociais ridículas e quer mais se divertir ao seu lado, nêga. Com sexo ou sem sexo.

Portanto, vamos esclarecer uma coisa aqui: cada uma dá o que quiser, quando quiser e pra quem quiser. E sem esquentar a cabeça e pensar a clássica: “ai, mas o que ele vai pensar de mim?”. Deixem isso pras garotinhas de 15 anos que ainda têm muita lenha pra queimar e muito livro de auto-ajuda pra não ajudar.

Repasso aqui um básico conselho que eu ouvi de alguém um dia e que serve pra tudo nessa vida: “Tá com vontade? Vai lá e faz!”

Angel

3 comentários:

Olivia Gomes disse...

Bem...tenho que concordar que temos que para de pensar no que os outros vão pensar...a não ser que eles te patrocine...caso contrario va lá e faça e não perca a vontade,se deixou passar corra atrás e mostre que ta afim...agora se vc se achou a ultima bolachinha do pacote e ele foi lá no outro lado da rua e comprou uma bolachinha mais barata...vc fez bem minha querida...pq esse tipo de homem,vc não ta perdendo nada!Vc precisa estar disponivel e não DADA...afinal o trem não é bagunçado!!!
Bjus

Anônimo disse...

Olivia você tem cara de ser bem safadinha...

Anônimo disse...

Sou da seguinte opinião: se a mulher lança vários sinais, muitas vezes explícitos, de interesse, muitas vezes sexual, e paralelamente coloca empecilhos na consumação do ato, chegue nela e diga: "o dia X será sua última chance de me beijar."