terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ser mãe...

Ser mãe é padecer no paraíso... é o baralho! É tentar ser feliz no purgatório, com pequenos tours pelo inferno!

Mas nossos queridos anjinhos sempre conseguem nos deixar felizes, vexados, constrangidos ou putos da vida mesmo. Não digo nada quanto a esperar, enjoar, vomitar horrores, amamentar, trabalhar, cuidar, traumatizar, tentar consertar e as eternas preocupações comuns de mãe, pois isso vai ter que rolar mesmo... Eu digo as situações inusitadas que eles nos põem.

Vamos aos exemplos verídicos:
Caso 1: Vitória do Manchester
Idade: 1 ano
Nessa época eu nem sabia o que era Manchester, um time de futebol daqui da city, eu fui a um jogo de decisão mais pra ir no churrasco depois, que falaram que era óóóóteeemo. Beleuza. Lá vamos nós, eu e meu pimpolho, para o jogo e, com a vitória, no tão falado e etílico churrasco.

Como ele é um garoto muito lindo, sem corujice, encontrei várias meninas afoitas para usar meu filho como cobaia em seus testes de aptidão à maternidade. E estou lá toda gostosa na mesa do samba, com todos os bambas e o tal do artilheiro do jogo, muito cobiçado por sinal, que se senta ao meu lado e fica de conversinha. Nisso, as garotas já me devolveram o bebê com aquele tipo "Olha, ela mãe, viu?", não entendo essa falta de inteligência quando a pessoa não sabe separa mãe de mulher, mas isso é assunto para um dia mais polêmico.

Começa a sessão de autógrafos na camisa do time... aff, quando do nada, meu garoto solta um jato de leite coalhado no rapaz. Jisuis, acertou o artilheiro! Daí foi a pendenga, corre-corre desgraçado, ele tentando limpar o que não tinha jeito, as meninas com cara de nojinho, eu com cara de tacho.

Enfim, peguei o moleque e vazei de lá não tão à francesa como gostaria. Só voltei ao jogo do Mancha esse ano. Na final tb... coicidência, não?

Caso 2: Domingo de sol
Idade: 5 anos
Essa começa no sábado. Bolamos um churrasco com o pessoal da faculdade e tinha umas gartoas que não moravam na cidade, então, iriam durmir em casa. Estou toda bela, beuda e feliz no churras quando me lembro que tenho que acordar super cedo no outro dia, pois meu garoto iria participar de um campeonato de judô. Já que eu estava no quarto deles, resolvi dar uma "descansadinha" na cama com meu menino. Se eu capotei??? Não precisa nem responder, né bem. O povo ficou festando na minha casa e eu nanando...

No domingo, tudo certo, meu garoto ganhou o campeonato na categoria dele e fomos todos almoçar com a família do meu ex. Todo mundo feliz e contente, quando minha garota solta a preciosidade:

"Sabia, vovó, que ontém de madrugada eu acordei com medo? Então, eu fui na cama da mamãe e o tio João ficou me contando estórias, brincando e me pôs pra durmir de novo..."

Imaginem: garfos e copos parados no ar, olhares velozes e furiosos em minha direção, nenhum buraco se abrindo no chão... tic-tac-tic-tac-tttt iiiccccc - tttttaaaaacccc... e eu tinha que falar algo!!!!

"Me passa a maionese, por favor?"

O óbvio, minha amiga pegou o cara e foi pra minha cama... nunca expliquei essa história pra eles e com certeza eles não vão ler esse blog, né.

Caso 3: A namorada
Idade: 5 anos - ohhh idade!!!
Essa ela aprontou com um amigo meu. Ele tinha uma namorada que ele nunca apresentava pra galera. A gente até desconfiava que pudesse ter um problema com a garota. Porém, numa festa infantil de uma amiga da galera, ele levou a menina. Até então, tudo certo, apenas num levava pra nossa mesa. Depois de muito insistência o cara levou, nos apresentou e vimos que a garota num tinha nada de errado, a não ser o ciúme da gente. E eis que surge a traquinagem de minha garota: "Ué, Fulano, você já trocou de namorada?". O mundo parou para ver Fulano e Fulaninha. Eu perguntei imediatamente a minha filha o por quê. Ela sacode os ombros bem dispricente, ensaia seu olhar blasé e com a boca mais lindinha do mundo diz: "E eu que sei...". Desaforada essa menina! Daí num teve jeito, tentamos explicar que ela tava brincando, ela respondia tácidamente: "Criança num mente". Ai, só sei que fudeu pro rapaz. Foi D.R. a noite toda...

Pequenos outros casos verídicos:

Visita: "Você acha que se parece mais com sua mãe ou com seu pai?"
Garoto: "Sou a cara de meu padrinho!"

Garotinha: "Mamãe, você usa camisinha?!?"
Mamãe: "Eu não, num tenho pinto" - Embora seja tosco, isso economiza explicações, mas como ela sabia o que era camisinha?!
*** Esse post é um patrocínio da Johnson & Johnson
Comentem ou mandarei esses anjinhos pra sua casa.
Balzaks

2 comentários:

Drama Queen disse...

HAHAHAHAHA

não tenho filhos... mas tenho uma sobrinha de 6 anos com a língua afiada assim também!

Carlos Santis disse...

Discordo de tudo isso. Adoro crianças. Amo crianças. Desde que sejam dos meus amigos. Visito - beijo - brinco - vou embora. Em paz...